|
Calendário de eventos
|
Press Releases
Leilão de agosto de 2009
Exposição
19 a 24 de agosto, das 12 às 21 horas
Atlântica Business Center
Av. Atlântica, 1.130, 4º andar
Copacabana, Rio de Janeiro
Leilão
25 e 26 de agosto, às 21 horas
Atlântica Business Center
Av. Atlântica, 1.130, 4º andar
Copacabana, Rio de Janeiro
No início do século XIX, corria pela Floresta da Tijuca um rio que, depois de ajudar a irrigar as plantações da época, especialmente de café, ainda descia na direção do Itanhangá, cheio o bastante para formar belas cascatas. A expansão da lavoura devastou a floresta até uma praga destruir os cafezais no final da primeira metade do século, e as fazendas, desapropriadas por D. Pedro II, foram reflorestadas na década de 1860. A cidade cresceu, expandindo-se para bem além do remoto Itanhangá, onde hoje as pedras lisas na floresta são os vestígios finais das cascatas mortas.
Mas a antiga Cascata Grande da Tijuca pode ser vista em todo o seu esplendor na aquarela do pintor austríaco Thomas Ender, que em 1817 veio ao Brasil na comitiva da futura imperatriz Leopoldina e em sua estada registrou paisagens da cidade. A obra é uma das principais peças do leilão que o Escritório de Arte Soraia Cals realiza em conjunto com Evandro Carneiro Leiloeiro nos dias 25 e 26 de agosto no Atlântica Business Center, em Copacabana. A cascata é a mesma retratada, na mesma época, em três aquarelas de Debret pertencentes ao acervo dos Museus Castro Maya. O Rio de Janeiro também é personagem de 15 fotografias de Marc Ferrez, datadas de 1880 a 1920.
O catálogo que acompanha o leilão e a exposição, com reprodução de todas as obras, traz texto do historiador e crítico de arte Frederico Morais mostrando, na terceira parte da série “Arte brasileira: cortes e recortes” , o que aconteceu nas artes plásticas do país entre 1937 e 1951, com as polêmicas entre acadêmicos e modernos, os primeiros marcos da arquitetura modernista de Niemeyer, Lúcio Costa, Reidy e os irmãos Roberto, a arte dos loucos e das crianças e a consolidação do intercâmbio artístico com as tendências internacionais na abertura da 1ª Bienal de São Paulo. Essa variedade e a vitalidade da arte brasileira ficam claras na própria exposição que resulta das peças captadas.
Nas mostras de cunho curatorial o que se costuma ver é um recorte histórico ou conceitual do cenário artístico, que busca representar trajetórias de artistas ou grupos de influências de “ismos” ou reações artísticas às situações políticas sociais ou econômicas. Já uma exposição de peças de leilão é bem mais representada como um corte arquitetônico do qual tudo cabe. Corte que, no entanto, traz a público obras raras de autores conhecidos ou obras surpreendentes de autores desconhecidos que permaneceram por décadas, ou mesmo séculos, em mãos de familiares dos artistas ou em instituições privadas, ajudando, a decifrar enigmas ou iluminando aspectos pouco estudados em nossa história da arte. E, não raro, ao serem reunidas em um leilão, estabelecem, espontaneamente, novas e inesperadas relações significativas entre elas. E se, por um lado, reforçam as já conhecidas afinidades na produção de artistas atuantes na mesma década, como a de 1940, por outro, acentuam posturas diferentes de artistas de uma mesma década, geração ou grupo, como nas décadas de 1970 e 1980.
No leilão de agosto de Soraia Cals e Evandro Carneiro destacam-se, pela raridade não só de valor artístico como pela escassez no mercado, um quadro de Georges Rohne (Le vieux parapluie, década de 1950), jóias desenhadas por Burle Marx (conjunto de anéis, colares e brincos), presença discreta mas marcante do pintor Pedro Correia de Araújo (Paisagem – Estado do Rio), um trabalho em grandes dimensões de Eugênio Sigaud (O eco das montanhas da América, 1924), duas esculturas do francês Robert Couturier e três cerâmicas de Pablo Picasso. À singularidade do conjunto exposto juntam-se obras de valores de mercado consolidado como: a tela do pintor pernambucano Vicente do Rego Monteiro (Cristo e discípulos), um exemplar de Milton Dacosta significativo do lirismo geométrico (Namorados), um excepcional retrato feito por Guignard (Retrato de Catarina Heller, 1943), uma bela paisagem da praia de Ipanema (1940) de Portinari; completam esta sequência duas obras de mesmo nome – Vaso de flores, dos últimos dois artistas citados.
Também em exposição para o leilão, merecem destaque as obras de Cícero Dias, Di Cavalcanti, Djanira, Farnese, Franz Weissmann (Coluna neoconcreta), Goeldi, Hélio Oiticica, Iberê Camargo, Inimá de Paula, John Graz, Jorge Guinle, Pancetti, Pedro Weingärtner, Raimundo de Oliveira, Rubem Cassa, Samson Flexor, Vitalino, entre outros grandes nomes da arte brasileira.
Mais informações pelo e-mail
contato@soraiacals.com.br
ou pelos telefones
(21) 2540-0688
ou
(21) 9955-9914
(falar com Marcella ou Soraia Cals)
|
|