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Calendário de eventos
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Press Releases
Leilão de novembro de 2009
Exposição
17 a 23 de novembro, das 12 às 21 horas
Atlântica Business Center
Av. Atlântica, 1.130, 4º andar
Copacabana, Rio de Janeiro
Leilão
24, 25 e 26 de novembro, às 21 horas
Atlântica Business Center
Av. Atlântica, 1.130, 4º andar
Copacabana, Rio de Janeiro
Nascido na capital francesa em 1931, Lucien Finkelstein veio passar alguns meses no Rio de Janeiro aos 16 anos. O que deveria ser uma visita transformou-se em estada definitiva e uma nova vida. Foi no Brasil que, por orientação de um tio, o jovem desenhista autodidata com talento herdado da mãe seguiu o caminho das esmeraldas, transformando-se em criador internacionalmente reconhecido. A partir de 1965, representa no Brasil, com exclusividade, a joalheria francesa Boucheron. Em 1969, recebe o prêmio Nobel da joalheira, o “Diamond International Award”, da DeBeers. Um talento que podia ser visto nos colos e nas mãos de chefes de Estado como a rainha Elizabeth da Inglaterra ou personalidades do jet-set carioca como Teresa Souza Campos.
Agora vai a leilão um importante segmento da coleção de Lucien, falecido em 2008. São 161 peças, entre joias assinadas por ele e obras de pintores como George Mathieu, André Lhote, Othon Friesz, Alexander Calder, Oswaldo Guayasamin, Fernand Léger, Bernard Buffet, Jean Lurçat, Pedro Figari e Félix Ziem, e brasileiros como Djanira, Antônio Bandeira, Cândido Portinari, Dimitri Ismailovitch, Aldemir Martins (com 14 obras), Di Cavalcanti e outros.
Apenas de Di Cavalcanti são 20 obras. Lucien criou joias em parceria com o pintor (e também com Guayasamin e Aldemir Martins), de quem era grande amigo e, com freqüência, permutava jóias por telas. Podem ser vistos na exposição e no leilão retratos da modelo Marina Montini (musa da década de 1970) e Ivete Bahia Rocha, a Divina, com quem o pintor viveu em Paris após o golpe de 64. Entre os quadros de Di, no entanto, o grande destaque é uma obra da década de 1930: Pedra da Moreninha – Ilha de Paquetá, reproduzida na capa do catálogo e no convite do leilão. A obra, de 34 x 44 cm, foi exposta pela Prefeitura de Belo Horizonte em novembro de 1962 e pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 1971, na “Retrospectiva Di Cavalcanti”.
Apreciador das artes em geral, uma das suas grandes paixões foi a arte
naïf
. A primeira tela, de Heitor dos Prazeres, foi o início de uma coleção que chegaria a mais de 6 mil peças e à criação no bairro do Cosme Velho, em 1995, do Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil, com trabalhos de artistas de 130 países.
Foi mecenas e incentivador de vários pintores naïfs, como Miranda, Lia Mittarakis, Aparecida Azedo, Ozias, Gerson, Elza O. S. E Magda Mittarakis. Grande apreciador da arte popular, colecionava esculturas de Mestre Vitalino.
Nos dois outros dias de leilão – 25 e 26 de novembro – serão oferecidas outras 361 obras de diversas origens, com destaque para Maria Helena Vieira da Silva, em especial a têmpera sobre tela La Palette en Folie (reproduzida no
catalogue raisonné
da artista); Manuel Cargaleiro; uma série de oito esculturas de Amílcar de Castro; uma natureza-morta e o quadro Marny, de Di Cavalcanti; dois arlequins de Antônio Bandeira; Pescadores, de Djanira; Manhã de verão – Capri, de Baptista da Costa; e objetos como vasos art nouveau, porcelanas, cristais, pratarias e móveis.
O catálogo-livro do leilão, com cerca de 450 páginas e 521 obras reproduzidas, traz a quarta parte do texto “Cortes e recortes” do crítico e historiador de arte Frederico Morais, desta vez abrangendo os anos de 1952 a 1961. Sobre Lucien Finkelstein há ainda um texto biográfico assinado pelo ex-adido cultural da França no Brasil, Romaric Sulger Buel, e outro relatando a relação do joalheiro com artistas plásticos, também de autoria de Frederico Morais.
Maiores informações pelos e-mails: contato@soraiacals.com.br ou contato@evandrocarneiroleiloes.com ou pelos telefones (21) 2540-0688 / (21) 9955-9914 (falar com Marcella Cals ou Soraia Cals).
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