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Press Releases

Thomaz Ianelli de muros e de nuvens
Soraia Cals Escritório de Arte / Galeria faz abertura  da exposição  "Thomaz Ianelli de muros e de nuvens" - que apresentará 32 telas inéditas do artista, cuja obra individual não é exibida há 13 anos no Rio, cidade onde possuía  um ateliê na década de 80.
A abertura será no dia 12, 5ª feira, às 19h, até dia 26 de novembro.
Rua Marquês de São Vicente, 22/201 - Gávea - Tel.: 21 -2540 0688
Horário de funcionamento: de 2ª a sábado, de 14 às 20h.


Com poucas exceções, as 32 obras inéditas de óleo sobre tela que serão expostas nesta mostra abordam o universo do circo. Thomaz Ianelli (1932 - 2001), filho de imigrantes italianos nasceu na capital paulistana e é irmão do artista Arcângelo Ianelli.

A infância do artista vivida nos espetáculos circenses em que assistiu levado pelo pai, marcou o desenvolvimento de sua obra como pesquisa plástica - pictórica. Tinha fascínio por marionetes, mímicos e filmes sobre o tema, da mesma forma que a música e outras expressões culturais e eruditas. Sintetizando e recriando estas afinidades e influências, criou seu próprio estilo, transitando sem conflitos entre figuras e abstração.

Sobre a mostra, Frederico Morais,  que assina o texto do catálogo, afirma se tratar de  "um tema difícil na medida em que está sempre ameaçando resvalar para a pieguice e o sentimentalismo demagógico. Esse risco, não afugentou Ianelli do tema, que entrou cedo em sua pintura, e nela permaneceu, tendo sido tratado, sempre com evidente sinceridade".

Ao mesmo tempo em que trabalha como cartazista da Companhia de Anúncios em Bondes, em São Paulo, até 1957, freqüentou as aulas de Ângelo Simeone, na Associação Paulista de Belas Artes, onde conviveu com outros artistas como Mário Zanini e Arnaldo Ferrari. A partir de 1957 dedicou-se exclusivamente à pintura e, desde 1973, também à aquarela.

Entre os prêmios recebidos estão o Velásquez, do governo espanhol, em 1960, e o da Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1991, para a melhor exposição do ano. Nas últimas décadas também manteve ateliê em Lisboa.

O artista sempre teve uma relação de afeto pelo Rio onde realizou importantes mostras no Museu Nacional de Belas Artes e no Paço Imperial, em 1993, onde expôs pela última vez na cidade, antes do seu falecimento em 2001. Neste mesmo ano ele produziu uma série de aquarelas do natural carioca pintando praias, favelas e praças. A atração pelo Rio era tão intensa que ele abriu um ateliê  na cidade em 1987, mantido até hoje pela família.
   
Thomaz Ianelli participou das Bienais de SP (1961, 1967, 1975 e 1984), de Paris (1963), México (1982), de Taiwan, China (1987), Óbidos, Portugal (1990); da Trienal de Gravura de Buenos Aires (1979), e do Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Figurou ainda, a partir de 1959, em mais de 50 mostras coletivas de arte brasileira e latino-americana no Brasil, Europa, Ásia e América Latina. Entre 1960 e 2000 realizou cerca de meia centena de exposições individuais em museus, galerias de arte do Brasil, Peru, Argentina, EUA, Espanha, Portugal, França Itália. Suas obras integram os acervos de museus de arte moderna e contemporânea de SP, Rio, EUA, Skopie, Iugoslávia, Madri e Tóquio.

O Instituto Cultural Thomaz Ianelli, com sede em SP, responsável pela obra do artista tem previsto projetos como a publicação de um livro sobre  a temática da ferrovia, uma mostra itinerante em 2007, iniciando-se na Pinacoteca do Estado de SP - onde ele expôs pela última vez, em 1999 – além de palestras, com o objetivo de difundir o conhecimento sobre o importante legado desse nome das artes plásticas brasileira, marcando os 75 anos de seu nascimento.

© Soraia Cals Escritório de Arte 2007 Regulamento Contato